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Em uma medida histórica para a gestão do turismo, a cidade de Barcelona e a Autoridade Portuária decidiram reduzir o número de terminais de cruzeiros de sete para cinco até 2030. A decisão faz parte de uma estratégia mais ampla para limitar o crescimento descontrolado do turismo marítimo e aliviar a pressão sobre a infraestrutura urbana e os bairros mais visitados da cidade. De acordo com o novo acordo assinado entre a prefeitura e o porto, os terminais A, B e C, localizados no cais Adossat, serão demolidos. Em seu lugar, até 2028 será construída uma nova macroterminal pública, que manterá a letra “C” como identificação. Com capacidade para até 7.000 passageiros simultâneos, ela substituirá as três antigas estruturas que, juntas, podiam receber até 12.800 viajantes — uma redução significativa na capacidade máxima de entrada. O projeto contará com um investimento de 185 milhões de euros, além dos 265 milhões já aplicados desde o acordo de 2018, firmado durante a gestão da ex-prefeita Ada Colau. A partir de 2030, a estrutura do porto ficará composta por:
Com isso, o limite teórico de passageiros simultâneos no porto cairá de 37.000 para cerca de 31.000. No entanto, segundo a administração municipal, esse número raramente é alcançado na prática. A mudança tem, sobretudo, um caráter estruturante e não significa necessariamente a redução imediata do número de cruzeiristas anuais, mas abre caminho para acordos futuros com as empresas do setor. O cronograma já está em andamento:
Desde 2018, o número de turistas de cruzeiros em Barcelona aumentou 20%, reacendendo os debates sobre o chamado “turismo excessivo”. O impacto se reflete no aumento dos preços de moradia, na saturação dos serviços e no crescente descontentamento de moradores dos bairros mais turísticos. O prefeito Jaume Collboni destacou que esta medida é apenas o início de uma nova política de equilíbrio urbano, que exige também o comprometimento das companhias de cruzeiro. O plano se insere em uma visão de longo prazo para transformar Barcelona em um destino mais sustentável, com turismo de qualidade e respeito à vida cotidiana da cidade. |